Levantamento realizado por meio de Inteligência Artificial, com curadoria do Jornalista Samuel Reis
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Manifestação do Dia 7 de Setembro
O feriado da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 2025, foi marcado por manifestações polarizadas. De um lado, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em atos como o da Avenida Paulista, em São Paulo, com cerca de 42 mil participantes, pedindo anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticando o STF e o ministro Alexandre de Moraes. O lema foi “Reaja, Brasil: o medo acabou”. Do outro lado, atos governistas, como o da Praça da República (SP), reuniram cerca de 8 mil pessoas, contra a anistia, organizados por movimentos como MST, MTST e centrais sindicais.
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Bolsonaro Condenado
Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. O placar foi 4 a 1, com votos favoráveis de Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Bolsonaro, que já era inelegível até 2030 por abuso de poder eleitoral, agora fica inelegível até 2060. Outros sete réus do “núcleo crucial” (como generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Almir Garnier, e ex-ministros Anderson Torres e Alexandre Ramagem) também foram condenados a penas de 2 a 26 anos. A defesa pode recorrer, e a prisão não é imediata; Bolsonaro cumpre prisão domiciliar preventiva.
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Anistia Avança
Após a condenação de Bolsonaro, o projeto de anistia avança no Congresso. O PL 2.858/2022 (deputado Major Vitor Hugo, PL-GO), que concede perdão amplo a participantes de manifestações desde outubro de 2022, ganhou urgência e deve ser votado na Câmara logo após o julgamento do STF. Líderes como Hugo Motta (Câmara) admitem pautar o texto, com apoio de cerca de 300 deputados (PL, PP, União Brasil e Republicanos). No Senado, Davi Alcolumbre resiste a uma anistia ampla (incluindo Bolsonaro) e propõe versão “light” para reduzir penas de réus menores.
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Exportações para os EUA Caem
Em agosto de 2025, o primeiro mês do “tarifaço” imposto por Donald Trump (sobretaxa de 50% em produtos brasileiros, com exceções parciais), as exportações do Brasil para os EUA caíram 18,5%, totalizando US$ 2,76 bilhões (queda de US$ 600 milhões ante agosto de 2024). Isso gerou o maior déficit comercial bilateral do ano (oitavo mês consecutivo de déficit), com importações dos EUA subindo 4,6%. Produtos como açúcar, máquinas, equipamentos e carne bovina foram mais afetados.
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Expectativa para Próxima Reunião do COPOM
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, ocorre nos dias 16 e 17 de setembro de 2025, para definir a taxa Selic (atualmente em 15% ao ano). O mercado espera manutenção da Selic em 15% no fim de 2025
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Voto do Ministro Luiz Fux
No julgamento da trama golpista (AP 2668), o ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro e outros réus, defendendo nulidade do processo por incompetência absoluta do STF (deve ir à 1ª instância) e da Primeira Turma (deve ser no Plenário). Em voto de ~11 horas (10/9), Fux citou o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (DUDH, 1966) e a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica, 1969), argumentando violação ao “juiz natural” (tribunal competente, independente e imparcial previamente estabelecido por lei). Criticou a denúncia da PGR como baseada em “notícias da internet” e sem provas concretas, acusando casuísmo e quebra de segurança jurídica.
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Morte de Charlie Kirk
O ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, 31 anos, fundador da Turning Point USA e aliado de Donald Trump, foi morto a tiros em 10 de setembro de 2025, durante evento na Utah Valley University (Orem, Utah). Baleado no pescoço por um sniper (provável tiro de rifle do telhado), Kirk debatia temas como identidade trans e tiroteios em massa quando foi atingido; ~3 mil pessoas estavam presentes.
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Prisões do Escândalo do INSS
O escândalo de fraudes no INSS (Operação Sem Desconto, PF e CGU, deflagrada em 23/4/2025) envolve descontos ilegais em benefícios de aposentados/pensionistas por associações de fachada, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões (2019-2024). Até setembro, 8 prisões: 6 na 1ª fase (Ceará, incluindo “Careca do INSS” Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti); 2 em junho (Sergipe, com R$ 35 mil em dinheiro apreendidos). A CPMI do INSS (instalada em 2025) aprovou (1/9) pedido de prisão preventiva de 21 envolvidos ao STF, incluindo ex-presidente Alessandro Stefanutto (demitido), André Fidelis (ex-diretor de Benefícios), Virgílio de Oliveira Filho (ex-procurador) e Vanderlei Barbosa dos Santos (ex-diretor). 3,38 milhões de beneficiários relataram descontos não autorizados; 207 inquéritos abertos, 701 buscas. Esquema usava ACTs falsos; Lula demitiu Stefanutto; CPMI investiga conivência de entidades como Contag e Cobap.


