MENTE FORTE E ESPÍRITO ELEVADO: A RELAÇÃO POR TRÁS DA TRANSFORMAÇÃO E DO BEM-ESTAR

Mais um artigo da série sobre os pilares da qualidade de vida

 

Hoje tive uma conversa muito interessante com um amigo. Ele, sendo profissional da área da beleza, expressava sua preocupação com a beleza no sentido mais amplo, neste caso, abordando a beleza interior. Neste momento, me lembrei do conceito de inteligência espiritual e foi assim que decidi escrever um pouco mais sobre este assunto.

A Inteligência Espiritual (IE) tem sido objeto de diversos estudos no campo da psicologia, sendo descrita como a capacidade do ser humano na busca por um propósito e sentido para a vida. Além disso, ela implica ter um olhar amplo, que chamamos de visão sistêmica ou holística, e ter valores éticos que são retroalimentados por ações que visam o bem-estar do próximo.

Lembro que, em uma entrevista com a Dra. Anabel Sabatine, ela resumiu este conceito como: “o princípio da inteligência, que é a relação entre mente e espírito”.

Entendo que o conceito ou princípio aqui abordado também pode ser visto em outros temas já abordados por mim na série de artigos que escrevi sobre os pilares da qualidade de vida, com destaque para autoestima e inteligência emocional.

Sobre a inteligência emocional, é importante perceber que em todos os seus cinco pilares há o prefixo “auto-”. Esta é uma descrição que inicialmente é abordada na escola, no desenvolvimento da autonomia das crianças, ainda bem pequenas. Vejo o “auto” como sendo a nossa capacidade de resolver situações por conta própria. Por exemplo: autoestima, traduzo como a nossa capacidade de manter nossa estima (amor) elevada, independente de terceiros. É aquilo que traduzimos por amor-próprio, e que eu digo que só é possível amar alguém se, antes, temos a competência de ter amor por nós mesmos.

 

Feita esta explanação sobre a importância da autonomia e sua relação com as palavras iniciadas em “auto”, vamos falar de autoconsciência, o primeiro pilar da inteligência emocional. Quando ouço a palavra consciência, entendo que se trata de algo relacionado à mente, que representa algo que estou arquitetando com controle. E quando falo de controle, é claro que é necessário um estado de espírito que permita a existência disto, afinal, não consigo ver nenhuma possibilidade de autoconsciência em um cenário onde a pessoa está com o espírito enfraquecido.

Agora, vamos falar de Autorregulação e Automotivação. Qual a possibilidade de alguém em abalo emocional ter controle das suas ações ou, por si só, ter motivação para superar os obstáculos da vida? Acredito que você tenha respondido: nenhuma. Pois é. Por isso, a necessidade de se ter um espírito forte, para que ele seja responsável pelo foco (ou a prioridade) necessário ao “auto”, ou seja, àquilo que desejamos e precisamos.

Os dois últimos pilares da inteligência emocional têm uma relação ainda mais próxima do conceito de Inteligência Espiritual (IE), pois, tanto empatia quanto habilidades sociais, só são possíveis a pessoas com propósitos fortes, visão do todo e, principalmente, com compromissos éticos com a sociedade.

Ainda no que diz respeito às habilidades sociais, me lembro de outro conceito que eu trouxe em minha série de artigos, que é a Pirâmide de Maslow. Em resumo, esta pirâmide apresenta a hierarquia das necessidades humanas, partindo das nossas necessidades fisiológicas (alimentação, água, saúde, etc.), gerando segurança para as relações sociais. Estas são essenciais no que chamamos de autoestima (amor-próprio), pois relações sociais bem construídas têm a capacidade de criar um ambiente de retroalimentação que é benéfico a todos os integrantes do ciclo.

O que fica claro quando falamos de Inteligência Espiritual, Inteligência Emocional, autoestima, autonomia, etc., é que tudo isso só é possível quando há uma mente e um espírito fortes.

Sempre que falo sobre mente, lembro de um ensinamento do saudoso Professor Valdemir Alves Ribeiro, autor do livro *O Poder da Automotivação*. Tive a oportunidade de ser professor em uma faculdade onde ele também estava como coordenador (a extinta Faculdade Alfa Castelo, em Barueri), e esta lembrança existe, pois foi ele quem me apresentou o conceito de Mente Divina. Ele resumia que a Mente Divina pode ser comparada à mente humana: na mente humana há Pensamentos, Imaginação, Memória (Subconsciente) e Consciência; enquanto que na Mente Divina há o mesmo em escala muito maior. Pensamentos podem ser relacionados com as galáxias, a matéria e todos os eventos; imaginação pode ser comparada com o processo contínuo de criação do universo; memória pode ser comparada com o campo de todas as possibilidades e o registro de todos os eventos; e, por fim, a consciência pode ser comparada com a força subjacente que anima tudo.

Em resumo, o Professor Valdemir me ensinava que todos nós temos uma mente divina que em sua visão regia o universo, em escala muito menor. Por isso, ele defendia que nossa mente é responsável pela cura de qualquer mal.

Lembro de ter falado para ele que eu via em suas palavras aquilo que estava escrito no livro de Gênesis, quando são anunciadas as seguintes palavras: “façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. E para deixar claro o tamanho do Poder disponibilizado ao homem, ao apresentar a força da fé, Jesus Cristo ensinava que a fé, do tamanho de um grão de mostarda, é o suficiente para movimentar montes.

O fato é que as palavras do Professor Valdemir me marcaram, pois vi correspondência na fé cristã, da qual sou um seguidor. E hoje, eu quero lembrar deste ensinamento para que todos possam compreender a força que está dentro de nós, em especial na relação entre mente e espírito. Desta maneira, compreendemos que a transformação, o bem-estar, a autoestima, etc., só existirá em nós se ela partir de “dentro para fora”.

Vou fechar este texto com um exemplo que dei ao meu amigo Esdras Ramsauer hoje. Apresentei para ele a cena de uma pessoa que chegasse para ele fazer cabelo e barba, e ele fizesse exatamente da maneira que o cliente desejasse. O resultado final encantasse a todos que estavam perto, mas, neste exemplo, a pessoa olhasse no espelho e dissesse apenas um “está bom”. Claramente, não seria um *feedback* esperado para alguém que acabou de transformar seu visual. Mas, isto é muito comum em pessoas que estão fracas de espírito, pois, neste cenário, há a percepção de que nada está bom, nada presta, que o que é dos outros é melhor do que o seu, etc. — sentimentos que mostram a necessidade de uma mudança não no que se vê, mas no que não é aparente.

Meu desejo final é que todos vocês compreendam que a transformação começa de dentro para fora.

Comparilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais

Noticias relacionadas