ADULTIZAÇÃO? Reflexão sobre a denúncia apresentada pelo youtuber Felca

Por. Samuel Reis

 

Nesta semana, muitos despertaram para o debate sobre a exploração infantil, impulsionado pelo vídeo do influenciador Felca, publicado em 6 de agosto de 2025, que já ultrapassou 38 milhões de visualizações no YouTube. O tema não é novo, mas o vídeo conseguiu expor, com fatos, um problema que muitos preferiam ignorar.  Felca apresenta o conceito de “adultização”, termo com o qual não concordo, pois se trata, na verdade, de abuso e exploração infantil, práticas que nunca deveriam existir. 

Sem dúvida, os pontos mais críticos do vídeo foram as denúncias sobre o que ocorria na residência do influenciador paraibano Hytalo Santos, que possui mais de 20 milhões de seguidores. As acusações apontam que Hytalo promovia uma espécie de “reality show” com crianças e adolescentes, marcado por danças sexualizadas, uso de roupas inadequadas, bebidas alcoólicas e interações indevidas. A denúncia destaca o caso de Kamylinha, uma adolescente que, desde os 12 anos, integrou a “Turma do Hytalo” e foi exposta a conteúdos sugestivos, como danças sensuais e até um vídeo de pós-operatório de implante de silicone aos 17 anos. Após as denúncias de Felca, Hytalo foi preso em Carapicuíba (SP) em 15 de agosto de 2025, e suas contas no Instagram e TikTok foram suspensas.

Eu poderia discorrer sobre outros aspectos do vídeo ou mencionar que essa não foi a primeira denúncia contra Hytalo. Em 4 de outubro de 2024, a youtuber Antônia Fontenelle publicou um vídeo intitulado “CHEGAMOS AO FUNDO DO POÇO! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?”, que alcançou mais de 42 mil visualizações, mas foi obrigada, por decisão judicial, a removê-lo. Contudo, prefiro abordar a principal causa desse escândalo.

Causa-me tristeza saber que, segundo Hytalo, os pais das crianças envolvidas no seu “reality” aprovaram a participação de seus filhos em um ambiente que, no mínimo, era inadequado para menores de idade. Afirmar que falta legislação para proteger crianças e adolescentes é uma inverdade, pois o Brasil possui um sistema de garantia de direitos para essa faixa etária, considerado um dos melhores do mundo. O problema está nas famílias desestruturadas, em pais que, por retorno financeiro, aceitam “vender” a inocência de seus filhos.

Cresci ouvindo que a família é o berço de tudo, e o fato é que, infelizmente, caminhamos para um cenário em que pais, em vez de educarem seus filhos, aplaudem comportamentos que deveriam ser considerados errados, ou até pecaminosos. 

O mais triste é ouvir debates sobre a regulação das redes sociais, mas não sobre o que realmente deveria ser discutido: a necessidade de punições severas para pedófilos e exploradores de crianças e, principalmente, a valorização da instituição familiar.

O pecado precisa voltar a ser reconhecido como errado. A promiscuidade não pode ser valorizada como expressão cultural, especialmente quando envolve crianças. O lugar de uma criança não é onde ela quiser, mas onde possa brincar, aprender e desenvolver seu caráter e personalidade. O controle das redes sociais não resolverá o problema de crianças criadas por pais de caráter duvidoso. 

A cura para essa chaga social deve ser proclamada por todos e está fundamentada na base moral de nossa história, guiada pelos princípios da Bíblia Sagrada. 

É necessário parar de divulgar músicas, inclusive em escolas, que promovem a sexualização de crianças. O adultério deve voltar a ser discutido nos lares, em vez de se incentivar o início precoce da vida sexual. Precisamos refletir sobre os rumos de nossa sociedade, onde adultos deixam de corrigir e orientar as crianças, relativizando o certo e o errado. Sem uma base de princípios, estaremos construindo uma sociedade sem direção, sem fé e em uma busca desenfreada por coisas perecíveis, ou seja, formaremos adultos sem valores.

 

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