A Humildade: A Chave que Abre a Casa do Pai

Reflexão bíblica

 

Um filho que, diante da grandiosidade da sua herança, obriga seu pai a entregá-la antes do tempo, pois acreditava que de nada adiantaria uma herança fora de sua juventude. Um pai que, mesmo contra sua vontade, decidiu entregar os bens a este filho, sabendo que ele não estava maduro para administrá-los.

No auge da sua juventude, este jovem faz tudo o que desejou seu coração com os recursos que a herança permitiu, até que… a última moeda é gasta.

E agora, sem recursos e sem a casa do seu pai para recorrer, o que fazer? O tempo passa e um dia, este jovem se viu em meio à porcos, desejando alimentar-se da comida dada aos animais, e lembrou-se de que na casa de seu pai até o mais humilde dos trabalhadores tinha condições melhores que as dele.

Desejoso de seguir para a casa de seu pai em busca de socorro, o jovem era marcado, em seu caminho, pela dúvida sobre a aceitação que teria.

“Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados.” (Lucas 15:19 – ACF)

Levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.” (Lucas 15:20-21 – ACF)

O pai solicitou que fosse preparado o melhor alimento e que trouxessem a melhor vestimenta, pois era dia de festa. Mas aquele jovem tinha um irmão que, ao ouvir a música e saber o motivo da celebração, se revoltou. Afinal, este, sendo fiel ao pai, nunca tinha recebido o mesmo tratamento. No entanto, a resposta do pai é marcante:

 

“E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” (Lucas 15:31-32 – ACF)

Esta parábola de Jesus me lembra o dilema de Davi quando, em pecado, foi colocado diante de uma decisão: se preferia estar nas mãos de Deus ou nas mãos dos homens. Naquela passagem, Davi escolheu estar nas mãos de Deus, pois nelas há misericórdia.

São vários os salmos que descrevem a grande benignidade de Deus. Em outro momento das Escrituras, há a descrição de que, se um pai, quando seu filho pede pão, não lhe dá uma pedra, quanto mais o Pai que está nos céus dará o que é bom aos que Lhe pedirem.

Quando refletimos sobre a graça de Cristo Jesus, descobrimos que ela não é conquistada por merecimento, mas por misericórdia. Desta forma, há muitos “filhos pródigos” que colocaram seu coração nas coisas perecíveis e, tomados pela essência do homem (que é má, conforme a teoria da depravação total), têm perdido a paz em um mundo de escuridão.

Quantos já não se reconhecem mais quando comparados àquele que se sentia preenchido pelos tesouros que vêm dos céus? Quantos destes jovens ou adultos não têm mais forças para conversar com Deus (orar), e muito menos para se reunir com outros irmãos em busca do preenchimento do vazio espiritual?

Nesta reflexão, quero lembrar que o pai da parábola é o nosso Deus. Neste caso, a humildade do filho pródigo é a chave que nos reconecta ao cuidado do Pai diante das ações que nos afastaram Dele.

Os tempos apontam para o fim. Se você está lendo ou ouvindo esta mensagem, saiba que ainda há tempo. Vamos nos arrepender do mal e, em nossas orações, confessar nossas faltas a Deus, mantendo-nos fiéis aos Seus mandamentos para que, ao final, possamos encontrar a paz que no mundo não há.

Pai nosso, venha sobre nós o Teu reino, pois nele há misericórdia, paz e um tesouro que no mundo não existe.

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