Mais um artigo da série sobre os pilares da qualidade de vida
Mais um ano se inicia e temos o costume de tentar esquecer o que aconteceu no ano anterior, em especial os momentos de tribulação, com a crença de que isto fará do próximo ano um tempo melhor. No entanto, nesta reflexão, quero lembrar dos seguintes pontos das Escrituras Sagradas:
“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” (Romanos 5:1-5 – ACF)
Fica claro nos versos acima que precisamos nos lembrar das tribulações, sim, e também glorificar a Deus por elas. Afinal, são nos momentos de adversidade que o poder de Deus se manifesta em nossa vida, mostrando que Ele é um Pai que sabe o momento certo de socorrer Seus filhos.
São as tribulações que produzem experiência. Sabemos que, após superar situações muito desafiadoras, costumamos ter mais paz quando se apresenta uma situação similar ou menos complexa. Afinal, em nossa história há um testemunho: uma cicatriz de algo difícil que superamos com a força de Deus.
Agora deixo uma pergunta: É possível termos esperança sem paz?
Claro que não. Uma pessoa impaciente está tão preocupada com as questões que estão acontecendo — ou que irão acontecer — que sua ansiedade a impede de ter esperança em um futuro melhor.
Então, a chave para uma vida de esperança está na paz. Tenho certeza de que não há paz mais resiliente do que a paz de Deus, pois uma vida alicerçada nela não apresenta desespero; há a certeza de que “nenhum mal me sucederá, nem praga alguma chegará à nossa tenda”.
Deixo agora uma outra pergunta: É possível ter fé sem esperança?
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” (Hebreus 11:1 – ACF)
Portanto, não há como ter firmeza em aguardar algo se este ato não estiver alicerçado na esperança. Desta forma, concluo que é impossível ter fé sem ser grato a Deus pelas tribulações que formaram em nós uma esperança em um Deus que nos socorre nos momentos mais desafiadores da vida.
Neste início, oro a Deus para que possamos valorizar nossa história de cicatrizes e que nelas encontremos combustível para os desafios que se apresentarão no novo ano. Que tenhamos a certeza de que o mesmo Deus que nos permitiu chegar até aqui continuará sendo nosso socorro bem presente. Afinal, para Ele não há impossíveis, pois somente Aquele que criou poderá entregar todas as soluções necessárias à Sua criatura.
Um feliz ciclo novo!




